AMIGOS DE FÉ
(Por José Leôndidas em 28/12/2011 às 18h03min.)
Eis que a tarde se vai,
E nela todos os sonhos.
Pensamentos de que tudo
daria certo,
E não deu.
O silencio da madruga
atormenta,
O brilho das estrelas
inveja,
A calma da brisa torna-se
rebelde.
E de repente, das sombras da
tristeza,
Surge um abraço, uma mão
estendida.
Amigos, companheiros,
amantes.
No selo do olhar, a
esperança,
No veludo da voz, a fé.
Como todo oceano, a vida nos
dá as ondas.
Mas também nos cede às águas
planas.
Eis que a tarde se vai,
E nela todos os medos.
Pensamentos de que tudo dará
certo,
Tão certo como certo somos
nós.


