27 de abril de 2014

AMIGOS DE FÉ

AMIGOS DE FÉ
(Por José Leôndidas em 28/12/2011 às 18h03min.)

Eis que a tarde se vai,
E nela todos os sonhos.
Pensamentos de que tudo daria certo,
E não deu.
O silencio da madruga atormenta,
O brilho das estrelas inveja,
A calma da brisa torna-se rebelde.
E de repente, das sombras da tristeza,
Surge um abraço, uma mão estendida.
Amigos, companheiros, amantes.
No selo do olhar, a esperança,
No veludo da voz, a fé.
Como todo oceano, a vida nos dá as ondas.
Mas também nos cede às águas planas.
Eis que a tarde se vai,
E nela todos os medos.
Pensamentos de que tudo dará certo,
Tão certo como certo somos nós.

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